Mudança

Olá! Estou passando para avisar a vocês, leitores deste blog, que não estarei mais atualizando-o. Como gosto muito dele, não quero deletá-lo, mas continuarei minhas postagens AQUI.
Aguardo sua visita!!!

Fiquem com Deus.

Tenho que saber tudo sobre você?

Um ano, dois anos, três anos... Uma década... Cinquenta anos... Quantos anos se leva para realmente conhecermos alguém?

Acho que nem meus pais, que conviveram 28 anos comigo, me conhecem completamente. Nem eles, que convivem juntos há 32 anos, acho que não se conhecem completamente. Nós, seres humanos, creio que nunca chegaremos a esse tipo de “perfeição” no conhecimento de outro, quer seja pai, mãe, irmã(o), cônjuge. Mas quanto nos cobramos essa sabedoria!

Nós somos meros seres humanos. Não podemos esperar de nós mesmos – ou do outro – o conhecimento de tudo na vida, mesmo que diga respeito ao relacionamento que temos com esse “outro”, seja a quanto tempo for. A natureza humana é muito complexa, e nem Freud conseguiu explicar tudo sobre ela. Ao tentar fazer isso, corremos o risco de criarmos ideias errôneas sobre as situações, achando que a pessoa tem algum problema por não nos conhecer como gostaríamos, ou que ela não se importa conosco de verdade (porque, do contrário, pensamos, ela saberia tudo sobre mim).

O único que sabe TUDO sobre nós (inclusive o tanto de fios de cabelo que temos em nossa cabeça) é Deus. Ele sabe literalmente tudo. Pois foi Ele que nos criou, é Ele que nos sustém e Ele é a própria perfeição.

Você acha que precisa conhecer melhor outra pessoa? Quer demonstrar que a ama e que se importa com ela, e busca conhecê-la mais e mais a cada dia, mas parece nunca ser o suficiente? Converse com Deus. Ele irá, se você assim o desejar, te ensinar mais sobre esse outro ser humano a cada dia, facilitando o seu conhecimento e convivência com tal pessoa. Você nunca vai conseguir conhecer tudo sobre ela. Mas vai aprender muito mais do que hoje sabe. Siga essa dica e tenho certeza de que não vai se arrepender.

“Até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais!” – Lucas 12:7

Mudanças

No que foi, talvez, o motim mais famoso de toda a história, o navio H.M.S. Bounty foi tirado do Capitão William Bligh enquanto velejava pelos mares do Pacífico Sul. Nove dos amotinados e um grupo de taitianas fugiram para a desabitada Ilha de Pitcairn a fim de evitar captura e castigo. Segue-se uma história sórdida de tragédias. “Por volta de 1800, devido à bebida e às brigas, todos os homens estavam mortos a não ser Alexander Smith. ... Com ele estavam onze mulheres e 23 crianças. Logo depois disso, ele se converteu pela leitura da Bíblia do Bounty e, imediatamente, começou a ensinar as crianças a partir da Bíblia” (Seventh-Day Adventist Encyclopedia, v. 11, p. 355).

A atmosfera social da ilha mudou da noite para o dia! Onde havia violência, passou a existir paz. Onde reinava a embriaguez, passou a existir temperança. A paixão viva foi substituída pela paixão pelo Espírito. Por quê? Porque uma pessoa achou uma Bíblia, foi transformada e abençoada pelo dom profético, e então, compartilhou essas bênçãos com todos os que estavam ao seu redor. Quantos lares, famílias, cidades e até nações podem testemunhar das bênçãos de seguir os conselhos de Deus!

Pense nisto: Como é o lugar em que você vive? À semelhança de Alexander Smith, o que você pode fazer para influenciar positivamente os que o rodeiam? Como você pode mudar sua situação para melhor? (Retirado da Lição da Escola Sabatina, 1º trimestre de 2009)

Para pensar...

“Nada é tão ofensivo a Deus nem tão perigoso para o espírito humano como o orgulho e a presunção. De todos os pecados é o que menos esperança incute, e o mais irremediável. A queda de Pedro não foi repentina, mas gradual. A confiança em si mesmo induziu-o à crença de que estava salvo, e desceu passo a passo o caminho descendente até negar Seu Mestre. Jamais podemos confiar seguramente em nós mesmos ou sentir, aquém do Céu, que estamos livres da tentação. Nunca se deve ensinar aos que aceitam o Salvador, conquanto sincera sua conversão, que digam ou sintam que estão salvos. Isso é enganoso. Deve-se ensinar cada pessoa a acariciar esperança e fé; mas, mesmo quando nos entregamos a Cristo e sabemos que Ele nos aceita, não estamos fora do alcance da tentação.”

(Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 154, 155).

Mensagens para você...



Prêmio!

Ganhei um selo!













Fico muito feliz! Meus agradecimentos vão para o pr. Carlos Alvarenga do blog "Conexões de Esperança". Muito obrigada mesmo!

Agora vamos às regras:

1. Os beneficiários devem escolher 6 blogs que consideram merecedores deste prêmio para a criatividade, design, material de interessante,e para contribuir com a comunidade de blogs em qualquer língua.

2. Cada um dos 6 blogs selecionados devem incluir o nome do autor e um link para o seu site a ser visitado pelos leitores.

3. O beneficiário deve mostrar o prêmio e indicar o nome e o link para o blog que foi entregue.

4. Todos os beneficiários deste prêmio devem incluir um link para o site Cristo é luz para informar os leitores sobre a origem deste prêmio


E meus indicados são...

Phronemata - http://phronemata.blogspot.com/

Amor incomparável - http://ntsrr.blogspot.com/

Blog do pr. Gilson Medeiros - http://prgilsonmedeiros.blogspot.com/

Questão de confiança - http://questaodeconfianca.blogspot.com/

Ben Schwantes - http://benschwantes.blogspot.com

Ingrid Oliveira - http://daingrid.blogspot.com

Para reflexão

"Meus queridos amigos jovens, interrogai vossa própria experiência quanto à influência das histórias excitantes. Podeis vós, depois de tal leitura, abrir a Bíblia e ler com interesse a Palavra da vida? Não achais desinteressante o Livro de Deus? O encanto daquela história de amor vos domina a mente, destruindo-lhe o saudável tono, e tornando-vos impossível fixar a atenção sobre as importantes e solenes verdades que dizem respeito a vosso bem-estar eterno."

(Ellen White, Mensagens aos Jovens, pág. 273.)

Música cristã: sagrada ou secular?

Dra. Eurydice V. Osterman


Parece que Deus se cala quando o assunto é música, especialmente a música contemporânea, e por esta razão, muitos têm adotado a crença de que estão livres para ouvir ou apresentar a música que se enquadra em seu gosto porque isto é uma "questão pessoal". Mas, mediante um cuidadoso exame das Escrituras, feito com oração, pode-se perceber que Deus falou muito mais sobre música do que supõem alguns.

Deus poderia facilmente ter apresentado o tema da música para remover toda e qualquer dúvida daquilo que é ou não aceitável a Ele, mas preferiu não fazê-lo. Antes, deu princípios infalíveis que regem e transcendem todas as preocupações éticas, culturais e de gerações. Diferentemente dos pássaros, grilos e outras criaturas a quem deu a faculdade de emitir sons, Deus, em amor, deu aos homens o poder de escolha e a capacidade de criar sons de louvor e ações de graça a Ele por sua misericórdia, bondade, justiça, fidelidade e amor.

Em primeiro lugar deve ficar entendido que a controvérsia quanto à música é, na verdade, a conseqüência de um problema mais profundo resultante da ignorância dos princípios bíblicos que regem as questões concernentes à música. Um desses princípios é estabelecer a diferença entre o santo e o profano (Levítico 10:10). A palavra-chave nesse texto é diferença. Deus deseja que aquilo que está a Ele associado seja diferente do mundo, e por este motivo claramente disse, através da Escritura, "retirai-vos do meio deles, separai-vos,... não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei" (II Coríntios 6:17, grifo acrescentado). Aparentemente esse texto sugere de forma enfática que, se desejamos as bênçãos de Deus, devemos não apenas fazer diferença entre o santo e o profano, especialmente em nossa música, mas devemos nos apartar daquilo que Deus não aceita.

A Bíblia registra numerosos exemplos de como os líderes escolhidos por Deus deveriam ser diferentes. Ao escolher Israel como nação, a tribo de Levi para ministrar no tabernáculo, Sansão, o rei Saul, os discípulos, etc., todos deveriam ser diferentes daqueles que os cercavam. As conseqüências por eles sofridas, devido à desobediência, também estão registradas na Escritura. Um dos casos mais graves é o de Sansão que, presunçosamente desobedeceu a Deus, não sabendo dizer quando o Espírito de Deus se apartou dele. Tem o espírito de Deus se apartado de nós, sem que o percebamos, devido à presunçosa indulgência naquilo que Ele não pode aceitar?

Hoje como cristãos, também somos chamados a ser diferentes. A Bíblia descreve isto como o ser peculiar. O objetivo para essa diferença é centralizar a atenção em Deus que, se for enaltecido, atrairá todas as pessoas a Ele.

Ao relembrar a história de Caim e Abel e as ofertas que cada um apresentou a Deus, obviamente, reconhecemos que uma foi aceita e a outra não. Caim, cujos motivos eram puramente egoístas, ofereceu o que ele quis a Deus, enquanto Abel ofereceu o que Deus exigiu. É nossa música uma oferta que Deus pode aceitar porque é diferente do mundo, ou é o que desejamos que Ele aceite?

Em seu livro, Set the Trumpet to Thy Mouth, David Wilkerson descreveu seu estado de choque ao folhear uma revista cristã na qual viu uma foto de uma banda "heavy metal", que se denominava cristã, trajada com roupas de couro preto, cintos ornamentados com metal, braceletes, correntes e um corte de cabelo punk como os doze sadomasoquistas que recentemente o haviam abordado nas ruas de São Francisco.1 Como pode ser? Ele se questionava. Como podia um grupo "cristão" parecer-se e vestir-se como os sadomasoquistas, tocar seu tipo de música, e ainda dizerem-se embaixadores de Cristo?!

Talvez a mesma pergunta possa e deva ser feita por nós hoje. Como podemos nós, que nos denominamos "cristãos", embaixadores de Cristo, apresentar na igreja, música contaminada pelo "mundanismo", tudo em nome de adoração? Será que isto se deve ao nosso conceito de igreja, culto e do que é sagrado e santo ter sido adulterado ou perdido de vista?

Há um ditado que diz: "se ele parece um pato, anda como um pato e grasna como um pato, deve ser um pato." Como prova do que digo, se os "cristãos" se parecem com o mundo, vestem-se como o mundo, comportam-se como o mundo, e se assemelham ao mundo em sua música, então devem ser embaixadores do mundo, já que pelos frutos do "mundo" são conhecidos. Em que consiste a diferença que nos é exigida por Deus?

O dicionário Webster define a palavra mundano como sendo "aquilo que é devotado a este mundo e suas ocupações em vez dos interesses religiosos ou espirituais". Mundanismo, então é a preocupação com a riqueza, materialismo, comercialismo, fama, moda, sensualidade, etc., tudo o que de alguma forma está associado à música moderna, quer religiosa ou secular. Não será que o mundanismo que tem se insinuado na igreja é realmente o desejo de representar em vez de ministrar? Não está a igreja se tornando um local de entretenimento em vez de adoração? "Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotar a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas." (Mateus 6:24).

Não será o motivo para a controvérsia sobre a música cristã moderna um resultado do tentar servir a Deus e a Satanás simultaneamente, quer por ignorância ou pela preferência pessoal?

Após um cuidadoso estudo da tríplice mensagem angélica, de Apocalipse 14, pode-se notar que o tema subentendido é o culto, o ato de atribuir louvor e adoração a um ser ou a um objeto tal como um carro, casa, dinheiro e, sim, mesmo a música. É fácil ver que Satanás, tendo em vista o seu desejo de "ser semelhante ao Altíssimo", buscou e ainda busca atribuir a si mesmo a adoração, glória e louvor que pertencem somente a Deus, especialmente no que diz respeito à música. Nunca devemos esquecer que, tivesse Jesus sucumbido à tentação de adorar Satanás, no deserto, teríamos perdido toda a esperança da salvação eterna. Assim, se em nossa música Satanás pode nos tentar a render uma adoração vã, adorando pelo motivo errado (aplauso, demonstração de talento, etc.), ou uma falsa adoração, o deus errado (os artistas, a música, etc.), ele terá conseguido o seu objetivo: o de receber a adoração.

Satanás está em ação para destruir o cristão, a igreja, a música sagrada, e tudo mais a isso associado. Ele tem arquitetado e preparado numerosos substitutos e contrafações para seduzir e enganar, se for possível, até os eleitos, especialmente os jovens. Ele tenta mascarar essa verdade distraindo nossa atenção, levando-nos assim a focalizar os pontos controvertidos tais como a distância entre as gerações, preferências culturais e étnicas, preferências de classe e/ou sociais, que na verdade são apenas os sintomas do problema. Para complicar ainda mais as coisas, ele enalteceu o que chamo de lei da gravidade carnal para alcançar o seu propósito. Paulo refere-se a essa lei como sendo outra lei dentro dele, escravizando-o na lei do pecado (Romanos 7:23)

Considere, por exemplo, a distância entre as gerações. Os jovens têm uma tendência natural para se identificarem com a música de ritmo e batidas rápidas quando comparadas à música ouvida por pessoas de uma ou duas gerações anteriores. Contudo, a música sensual lenta também exerce seus efeitos adversos. Independente do tempo de conversão, os jovens não têm maturidade para fazer julgamentos ou decisões, espirituais ou outras, simplesmente porque não viveram muito. É fato comprovado que adoramos conforme nosso conhecimento e experiência com Deus, o que também se reflete em nossa escolha da música.

Infelizmente, o critério pelo qual muitos fazem a avaliação musical, com muita freqüência, baseia-se em sua preferência pessoal. Contudo, quer jovens ou idosos, somente quando há crescimento e maturidade em Cristo, o gosto musical torna-se refinado e temperado.

As indústrias da música e gravação estão cientes dessa situação e aproveitam a oportunidade de fazer milhões de dólares ao mesclarem os sons populares atuais com palavras religiosas. À parte da prova científica, de que esta música é prejudicial ao corpo físico (redução auditiva, destruição das células cerebrais, etc.), e está inundada de sensualismo no tom, estilo e texto, quando contemplamos e a assimilamos, tornamo-nos condicionados a ela, e a linha de distinção entre o santo e o profano ficam anuviadas ou desaparecem por completo.

O mesmo se pode dizer da música instrumental. Embora a Bíblia sancione o uso de instrumentos no culto, se o fruto da música é sensual e soa igual à música mundana, não é aceitável a Deus, e Ele claramente diz que não irá aceitá-la.

Dos três elementos principais da música - ritmo, melodia e harmonia - o ritmo é o elemento que oferece satisfação imediata, e ao mesmo tempo, não requer o nível de reflexão e de contemplação exigidos pela melodia e harmonia. A função das baterias das músicas de hoje, quer religiosa ou secular, é acentuar o ritmo e o compasso, tornando assim a melodia irresistível. A pesquisa científica provou que quando o espaço entre a tensão e o relaxamento progride em uma média lenta, a mente é envolvida de uma forma mais ativa. É por isso que os jovens são atraídos para músicas que têm ritmo e batidas rápidas. É lógico que se alguém deseja que Deus controle sua mente, não deve esperar que o faça através de um método que acentue o físico em vez do mental. Onde está, então, o equilíbrio entre o espírito (as emoções) e a verdade (o intelecto) que Deus requer quando O adoramos?

Ainda para ilustrar o impacto que o tom, estilo e letra têm sobre a música, considere duas palavras-chave: apropriada e associação. O dicionário Webster define apropriado como sendo "separado para um propósito especial", ou algo que é especialmente "adequado, compatível ou ajustado". Obviamente, seria impróprio para um casamento músicas como "Jesus é Melhor", "Let us break Their Bonds Asunder" (do Messias de Handel), ou "Mestre! Tudo é Revolta". Em si as músicas são boas, mas para essa ocasião não são nem adequadas nem compatíveis.

A associação, por outro lado, é "algo que se associa na memória ou no pensamento com uma coisa ou pessoa que forma um vínculo mental entre sensações, pensamentos ou memórias". Assim, ao serem proferidos nomes como Louis Armstrong, Ella Fitzgerald ou Duke Ellington, a mente automaticamente os associa ao estilo ou gênero específicos de música, chamado jazz. Novamente quando nomes como Bach, Del Delker, ou Rolling Stones são mencionados, há uma associação automática com outros estilos ou gêneros musicais chamados barroco, sacro e rock, respectivamente, sendo que nem o gênero nem a fonte podem ser separados um do outro.

O espírito e o estilo da música são também sugestivos do tom e do comportamento que produzem. Por exemplo, se um trio de trompetes for tocar certos acordes em ritmo festivo, o espírito e o estilo dessa música sugerirão majestade e esplendor. Inversamente, se um pianista tocar suavemente uma progressão de agrupamentos de acordes sustenidos no registro inferior do teclado, lenta e deliberadamente, o espírito e o estilo do som pode sugerir mistério, tristeza ou mesmo temor. A associação de um som musical pode também ser encontrada na atmosfera criada por um certo ambiente. Por exemplo, substantivos como circo, funerária ou discoteca, todos criam seu próprio tom, atmosfera, resposta comportamental e música que lhes são peculiares.

Se o hino "Oh que Amigo em Cristo Temos" for apresentado no estilo de Duke Ellington, o som associado a este estilo é o jazz, e assim torna-se secular. Simplesmente porque um estilo de música é atualmente popular não significa necessariamente que seja sagrado. Ellen White advertiu a igreja de que prevaleceria uma "tendência para nivelar o sagrado ao comum. Tais pessoas, professando a verdade, serão uma ofensa a Deus e uma lástima para a religião."2

A música cristã, então, é o que ela faz: volve os olhos para Jesus. A música cristã, assim como a cristandade, exerce uma influência enobrecedora, mas a música barata produz uma religião barata. Tanto a música quanto a religião baratas são superficiais e não produzem uma transformação de caráter.

Assim, os únicos guias infalíveis que orientam na determinação do que é uma boa música cristã são o Espírito Santo e o princípio imutável (Levíticos 10:10; I Coríntios 10:31; II Coríntios 6:17; Filipenses 4:8). "Nenhum desvio da estrita integridade pode encontrar a aprovação de Deus."3


A Dra. Eurydice Osterman é professora associada de música do Oakwood College, em Huntsville, Alabama, EUA.

Referências

1- David Wilkerson, Set the Trumpet to Thy Mouth, (Lindale, texas: World Challenge, Inc.), 1985.

2- E. G. White, Testemunhos Seletos, Vol. II, p. 202.

3- E. G. White, Patriarcas e Profetas, p.125.


Fonte: Música na Igreja - Veículo de Adoração e Louvor, apostila publicada pelo Departamento de Música da DSA, 1ª Edição, 1999, págs. 85-92.

Devíamos jamais julgar a outros?

John M. Fowler

Jesus disse: “Não julgueis, para que não sejais julgados” (Mateus 7:1). Significa isto que não podemos pronunciar julgamento contra o pecado ou disciplinar uma pessoa que agiu erradamente?

A passagem é um dos grandes ditos de Jesus no Sermão da Montanha. Obviamente Jesus não pretendia que não podemos fazer escolhas ou distinções entre o bem e o mal. Nem queria Ele dizer que devíamos tolerar o pecado ou fechar os olhos para lapsos morais. Pois no verso 6 do mesmo capítulo Ele diz: “Não deis aos cães as coisas santas, nem deiteis aos porcos as vossas pérolas”. Este dito implica precisamos fazer julgamentos sobre a definição de um cão ou um porco. Isso quer dizer que a Bíblia nunca proibe uma pessoa ou um grupo distinguir entre o certo e o errado; nem proibe medida disciplinar contra o que é considerado errado, pecaminoso ou inaceitável.

Daí, Paulo em I Coríntios 5 advertir a igreja que trate firmemente “no nome de nosso Senhor Jesus” com um certo indivíduo que tem estado a viver em pecado aberto e instou: “Tirai, pois, de entre vós, a esse iníquo” (versos 1-13).

Assim o dito de Jesus não pode ser compreendido como se significasse que nós como índivíduos ou um grupo de crentes não devêssemos condenar o pecado ou disciplinar os que erram — seja na igreja, na escola ou em família. Nem devia o dito de Jesus ser interpretado como se seres humanos não tivessem o direito de julgar. Se ninguém pudesse julgar a outros, não haveria tribunais, nem um julgamento por quebrar a lei, nenhuma justiça e nenhum castigo. Uma sociedade sem a habilidade de julgar seus membros por violação de sua lei mergulharia no caos e acabaria se destruindo. Mesmo dentro da limitação do conhecimento e da compreensão de humanos, há necessidade de julgamento.

O que o texto proibe, portanto, não é julgamento mas o hábito de julgar — aquela atitude arrogante pela qual a pessoa assume um ar de superioridade sobre outros, comprazendo-se habitualmente em crítica e em nutrir um espírito implacável vis-à-vis de outros enquanto ignora a mesma falta em si, aquela hipocrisia que vê um argueiro no olho de um irmão enquanto é cego à trave em seu próprio olho (verso 3). Ellen White chama de farisaico este espírito de crítica, e aconselha:

“Não vos ponhais como norma. Não façais de vossas opiniões, vossos pontos de vista quanto ao dever, vossas interpretações da Escritura, um critério para outros, condenando-os em vosso coração se não atingem vosso ideal. Não critiqueis a outros, conjeturando os seus motivos, e formando juízos” (O Maior Discurso de Cristo, pág. 124).

Embora devamos nos resguardar do espírito de crítica, não devemos deixar de proteger a saúde moral e espiritual do corpo de Cristo, que inclui a nós também. É por isso que Jesus advertiu em Mateus 7: “Acautelai-vos... dos falsos profetas....Por seus frutos os conhecereis” (versos 15-20). Proteger-se de falsos profetas e examinar a natureza dos “frutos” que as pessoas produzem envolve um discernimento espiritual que é diferente do hábito de criticar e censurar. Uma linha clara precisa ser traçada entre avaliação ética e crítica motivada, entre censura visando condenação e disciplina visando redenção.

Jesus ainda nos adverte contra sermos juízes zelosos sobre outros. A Bíblia freqüentemente usa as palavras julgar ou julgamento em termos da salvação final de um ser humano. Somos excluídos dessa área. “Não julgueis” certamente nos proíbe pronunciar julgamento quanto à salvação final de um indivíduo, não importa quão pecaminoso ele seja. A aptidão de uma pessoa para a vida eterna é algo que será decidido somente por Deus.


John M. Fowler (Ed.D., Andrews University) é diretor associado de educação para a Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia e editor da revista Diálogo Universitário.


Fonte: http://dialogue.adventist.org/articles/11_2_fowler_p.htm

Prosperidade vinda de Sião

“O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida.” Sal. 128:5.

Martinho Lutero chamava este salmo de “o Salmo da família”. Está cheio de promessas. Uma das que ele destaca, é a promessa da bênção.

Não existe nada de errado em querer ser abençoado. Bênção, na maioria das vezes, significa prosperidade. Inclusive, no verso de hoje, o salmista afirma que o resultado da bênção é a “prosperidade de Jerusalém”.

Muitos cristãos precisam entender que cristianismo é humildade, mas não necessariamente pobreza ou miséria. Não existe nada de errado com a prosperidade. Deus é o dono do mundo, o Rei do Universo. Se você é filho do Rei, é um príncipe. Por que se sentir culpado de viver como príncipe?

O verso de hoje mostra o segredo da verdadeira prosperidade. Para Israel, a bênção autêntica vinha de Sião, o lugar de habitação de Deus. Prosperidade não é apenas o acúmulo de coisas. Dinheiro, poder e fama são parte da vida. Não fazem mal a ninguém. Mas quando não vêm “do Senhor”, trazem dor, angústia e insatisfação. Isso não é prosperidade.

Outro pensamento que ele destaca no verso de hoje tem a ver com o presente. A promessa de Deus é que você veja a prosperidade “durante os dias de tua vida”. Aqui e agora. Não apenas no futuro.

É comum pensar que a maravilha da salvação é uma experiência que será desfrutada na eternidade. É verdade que quando Jesus voltar receberemos os benefícios eternos da salvação, pois Ele colocará um ponto final na história do mal. Mas também é verdade que na Terra, “durante os dias de tua vida”, você pode usufruir as maravilhas das bênçãos divinas. Melhor saúde, dinheiro administrado com sabedoria, uma família feliz e filhos que crescem esplendorosos como palmeiras nas encostas do rio.

Busque ao Senhor hoje. Achar Jesus é achar Sua bênção. Torne este o alvo de sua vida: viver ao lado de Jesus. Permita que os Seus ensinamentos se tornem realidade na sua experiência.

O resultado natural do companheirismo diário com Jesus será êxito e prosperidade. “O Senhor te abençoe desde Sião, para que vejas a prosperidade de Jerusalém durante os dias de tua vida.”

(Alejandro Bullón)